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Ana Paula Matos relembra trajetória política em entrevista à Mário Kertész

Por Redação em 27/04/2022 às 20:24:15
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (PDT), de 44 anos, revelou em entrevista à Mário Kertész que sua grande experiência de vida foi o trabalho nos últimos nove anos na administração pública. Mesmo com experiência no setor privado, na Petrobras e títulos acadêmicos, Ana Paula disse que nada foi suficiente para aprender a complexidade de ser um gestor público numa cidade com tanta pobreza, com questões históricas para reparar.

“Cheguei aqui em 2013, na época já tinha mestrado, já tinha sido gerente, diretora, líder de grupos muito grandes na Bahia, no Brasil e até de pessoas  de outros países. Até com contabilidade americana eu já trabalhei e nada disso foi suficiente para aprender a complexidade de ser um gestor público numa cidade com tanta pobreza, com questões históricas para reparar”, disse.

Ana Paula lembrou que seu primeiro cargo na Prefeitura foi como diretora geral de educação. Ela sentiu de cara o choque de realidade, pois saiu da gigante Petrobras, onde estava atuando na Universidade Corporativa da Petrobras, na escola de gestão e liderança. Empresa com recursos e estrutura.  

“Cheguei aqui em junho de 2013 como diretora geral de educação e encontrei, Mário, crianças fora de sala de aula porque não tinha professores, escolas destruídas, numa situação que eu não imaginava que conhecia”, recorda-se.

A vice-prefeita diz ter entendido que para atuar na gestão pública é necessário colocar o coração. “Aí eu entendi que título não é suficiente, que experiência não é suficiente, que o necessário é colocar o coração, é ouvir as pessoas e trabalhar muito”, afirma.

Além da Secretaria de Educação, Ana Paula já passou pela Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza, onde acabou assumindo a titularidade da pasta até se tornar vice-prefeita e Secretária de Governo, atividade da qual se licenciou para coordenar a campanha do PDT.

A vice-prefeita finalizou a entrevista apontando que o caminho para ter uma cidade mais desenvolvida é dando mais autonomia para as pessoas mais simples. “Existem pessoas que não entendem o lugar do outro e acabam separando muito entre o desenvolvimento econômico e o social. Quando, na verdade, a solução é trabalhar juntos. É compreender que é construindo, que é desenvolvendo, dando autonomia para as pessoas mais simples é que vamos ter uma cidade mais pulsante, com mais desenvolvimento” acredita.

 

Fonte: Metro1

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