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Corretora se diz perseguida por machismo e regimento que a impedem de abrir empresa em shopping

Por Redação em 15/06/2022 às 15:08:15
A corretora de imóveis Thaís Araújo Macedo relatou prejuízos causados por uma “perseguição machista”. De acordo com uma denúncia dela feita ao Metro1, o administrador de um shopping em Itapuã, também corretor de imóveis, tem impedido a abertura da sua imobiliária para evitar concorrência.

No início da pandemia da Covid-19, Thaís comprou uma sala no Shopping do Farol. Parcelou em várias vezes a aquisição de um sonho. Naquele momento, porém, ela não foi informada sobre um regulamento interno, supostamente feito para privilegiar o administrador do local.

O documento restringe a existência de apenas uma imobiliária no estabelecimento comercial. A proibição, entretanto, só vale para este ramo. “No shopping tem três restaurantes, duas clínicas médicas… não consigo entender por que não pode ter duas imobiliárias”, questiona Thaís.

Sem ter sido informada sobre o regulamento, Thaís já havia investido bastante dinheiro na construção da sua sala. “Comecei a investir na estrutura interna, coloquei mesa, cadeira, tudo. No dia que eu estava colocando a plotagem na porta, me disseram que eu não podia”, disse.

Como não tinha conhecimento, Thaís reivindicou uma reunião com os condôminos, que apoiaram a abertura da sua imobiliária. O administrador, porém, com o síndico, determinou que a deliberação só poderia acontecer em reunião extraordinária. A corretora tentou marcá-la, mas não obteve sucesso. “Solicitei por e-mail, e ele [o síndico] disse que não vai ter porque decidiu que não vai fazer”, disse.

Para abrir a loja, então, ela teria que pagar uma multa de R$ 3 mil por descumprir o regulamento. “É abuso de poder, e ainda tem o machismo estrutural: eu sou mulher, contra homens. Com isso, eu nem quero mais a loja, mas agora não consigo vender, o imóvel está desvalorizado e não posso perder dinheiro”, lamenta. 

Após as reivindicações, ela relata cortes de energia, com o medidor da sua loja arrancado, e ataques direcionados a ela. "Sobre a questão da energia, dei queixa na delegacia de Itapuã”, afirma Thaís. Ela conta que já chegou a ouvir, do administrador, a frase: “Você, para mim, é pequena. Daqui, você vaza”, entre outras declarações em tom similar.

Em resposta à denúncia, o administrador do shopping, Douglas Moutinho, afirmou que o regulamento interno existe desde 2003 e negou qualquer relação com a construção do documento. “O documento tem quase 20 anos, é claro que não foi feito para prejudicar ninguém. O que ela fala é mentira, tem que cumprir as regras”, declarou.

Procurado, o síndico do Shopping do Farol, identificado como Melkior, informou que “não tem nada a dizer” sobre a situação.

Fonte: Metro1

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